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SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

  • 1 de jan. de 2018
  • 2 min de leitura

Se Maria é verdadeira Mãe de Cristo, Cabeça da Igreja, segundo a carne, como não poderia ser também Mãe dos membros de Cristo segundo a graça?

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas (Lc 2, 16-21)

Naquele tempo, os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e O recém-nascido deitado na manjedoura. Tendo-O visto, contaram o que lhes fora dito sobre O Menino. E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. Quanto a Maria, guardava todos esses factos e meditava sobre eles no seu coração. Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do Menino, deram-Lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.

Celebrar a solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, é celebrar o primeiro e mais fundamental dos títulos de Nossa Senhora, do qual decorrem, como consequência lógica, todos os seus demais privilégios. Por sua divina maternidade, lembra-nos o Doutor Angélico, a Virgem Santíssima foi elevada a uma dignidade quase infinita, já que infinitamente digna é a Pessoa a quem Ela deu à luz: o próprio Verbo de Deus, gerado pelo Pai desde toda a eternidade segundo a substância divina, nascido no tempo por obra do Espírito Santo segundo a condição humana. E é justamente por ser Mãe do Filho encarnado que Maria é também nossa Mãe, e isto não apenas por ter sido entregue à humanidade inteira, cujas vezes fazia S. João aos pés da cruz, mas ainda, e sobretudo, porque todo cristão, sendo por graça o que Cristo é por natureza, torna-se mediante o Baptismo membro místico do Cristo total, que é a Igreja unida à sua divina Cabeça. Seria, com efeito, uma monstruosidade que uma mulher fosse mãe da cabeça mas não dos membros. De facto, assim como não se pode separar a primeira dos segundos sem com isso destruir a pessoa que deles se compõe, assim também, na ordem espiritual, também nós somos parte de Cristo-cabeça e não podemos separar-nos d'Ele sem, por isso mesmo, deixarmos de ser cristãos. Daí, pois, que tenhamos tanto direito de chamar a Maria nossa Mãe na ordem da graça quanto Cristo tem o de chamá-la Sua na ordem física ou natural (cf. Antonio R. Marín, Jesucristo y la Vida Cristiana. BAC: Madrid: 1961, p. 452, n. 442). No dogma glorioso da maternidade divina, em resumo, está contido o mistério da nossa própria incorporação a Cristo e, portanto, da nossa filiação com respeito à Virgem Imaculada, Mãe dos homens e Mãe da Igreja. — Coloquemo-nos hoje sob o seu cuidado maternal e demos graças a Deus por haver-nos concedido, com o Seu glorioso e humilde Natal, o dom de ser filhos de uma tão bela e puríssima Mãe.

In padrepauloricardo.org

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